sexta-feira, 5 de junho de 2015

Sociologia da Educação - 6ª Semana

Sociologia da Educação - 6ª Semana



Valores democráticos, participação social e política cultural

A aula aborda a questão dos valores democráticos, participação social e política cultural.
Profª. Drª. Ana Maria Klein



https://www.youtube.com/watch?v=qKyX-s5-0yg


Democratização das instituições


Bobbio cientista político (2002) entende que com o sufrágio universal, a questão democrática central deixou de ser quem vota e passou a centrar-se na democratização das instituições sociais.

A democracia é um processo, temos que entender que a democracia é um modo de vida.

Democracia como modo de vida


A democracia compreendida como um processo implica na convivência cotidiana em instituições democráticas, trata-se de um modo de vida.

Exemplo as escolas tem que ter um modo de vida orientado pela democracia, os estudantes tem direito de se reunir e opinar nos assunto de interesse dos alunos e discutir nos assuntos da escola.

Modos de vida são orientados por valores e a democracia moderna se ergueu a partir dos três ideais defendidos pela Revolução Francesa: liberdade, igualdade e solidariedade (fraternidade). São valores imprescindíveis que sustentam a democracia moderna.

  • Liberdade: não é algo inato e sim algo a ser conseguido e está condicionado ao meio institucional em que vive o individuo. Com isso, o Estado passa a ter responsabilidade na criação de instituições e políticas pelas quais os indivíduos possam desenvolver suas potencialidades;
  • Igualdade: a liberdade implica na igualdade. A democracia ao sustentar-se sobre a igualdade, não nega as diferenças naturais ou culturais que existem entre os indivíduos. A igualdade só se realiza mediante o respeito às diferenças e enfrentamento às desigualdades sociais. Importante que para um não existe sem o outro, será que é livre aquele que tem que vender seu voto por uma cesta básica?

Direito à diferença e desigualdade


A democracia depende do reconhecimento e do respeito às diferenças e do repúdio à desigualdade.

A desigualdade tem origem social, originando se na relação com o outro e com base em juízo de superioridade ou inferioridade entre grupos ou classes.

Exemplo são os indicadores que mostram os diferenciais das populações brancas e negras. Os negros tem menos escolaridade, desenvolvimento social entre outras desigualdades. Onde a cor da pele mostra a desigualdade.

  • Solidariedade: nasce do reconhecimento da humanidade que faz com que cada ser humano perceba o outro enquanto tal e exige uma ação positiva para o enfrentamento das injustas desigualdades entre os cidadãos. Trata-se de aderir à causa ou ao empreendimento de outros, depende da relação entre pessoas ou grupos sociais que participam de um empreendimento comum. Temos que reconhecer que alguém é tão gente quanto eu, e quando reconhecemos isso temos que repudiar as desigualdades imposta no Brasil, temos que enfrentar estas desigualdades


Desigualdade na sociedade brasileira


A sociedade brasileira tem na desigualdade um dos seus principais problemas.

Sergio Buarque de Holanda (1997), raízes do Brasil, entende que nossa herança colonial faz com que cada brasileiro se sinta “um”, diferente dos demais, não podendo, portanto, ser comparado e nem igualado. A desigualdade esteve e está expressa nas formas de se conceber as relações.

São atitudes que como exemplo a frase: “Sabe com quem esta falando?”, que demonstra como se as leis são diferentes para todos e não uma lei única.


Direito de expressão e discussão de ideias


A convivência democrática transcende a crença de que as decisões devem contemplar os interesses de uma maioria, antes de tudo, a democracia vincula-se ao direito de todos se expressarem, ao respeito às diferenças e aos direitos das minorias.

Neste sentido, o debate, a discussão dos problemas é imprescindível.

Temos que prestar a atenção e respeitar também a democracia da minoria e não só da maioria, se assim for estaremos vivendo numa ditadura de maioria, temos que prestar atenção nos cadeirantes, cegos, ou seja, os necessitados.


Direito à cultura


Numa sociedade heterogênea, multicultural e marcada pela desigualdade, a cultura é direito de todos, tanto como forma de expressão quanto fruição. Trata-se do reconhecimento do sujeito social, politico e cultural. A cultura é uma forma de apresentação de uma sociedade e ter direito a ir ao teatro, cinema.

Cidadania Cultural


Chaui (1995) pensa a cultura como direito dos cidadãos e a política cultural como cidadania cultural. A autora busca cultura política nova, afirmando os seguintes direitos:

  • Acesso e fruição: direito de acesso e fruição dos bens culturais por meio dos serviços públicos de cultura (bibliotecas, arquivos históricos, escolas de arte, cursos, gratuidade dos espetáculos e exposições, publicações de livros e revistas etc), enfatizando o direito à informação, sem a qual não há vida democrática.
  • Criação cultural: entendendo a cultura como trabalho da sensibilidade e da imaginação por meio da qual grupos e classes sociais possam reconhecer-se como sujeitos de sua própria história e, portanto, como sujeitos culturais.
  • Sujeito cultural: Direito a reconhecer-se como sujeito cultural, criando espaços informais de encontro para discussões, troca de experiências, apropriação de conhecimentos artísticos e técnicos para assegurar a autonomia dos sujeitos culturais, exposição de trabalhos ligados aos movimentos sociais e populares. Onde o ser cultural pode se expressar, expor os seus talentos individuais.
  • Participação: Direito à participação nas decisões públicas sobre a cultura, por meio de conselhos e fóruns deliberativos. Uma participação mais politica, como vemos as questões culturais. Um sujeito que tem direito a produzir, opinar e não somente assistir o que lhe é imposto.



Direitos Humanos na América Latina e no Brasil

A aula trata dos direitos humanos na América Latina e no Brasil.
Profª. Drª. Ana Maria Klein




Entrevista com o Professor Solon Viola

Direitos Humanos na sociedade brasileira, surgiu contra a ditadura militar, por meio da grande mídia, que trabalhou da escravidão com as diferenças dos negros, diferenças das mulheres e homens. Quando os diretos humanos surge no Brasil vem com um desejo enorme de liberdade.

A visão pré conceituosa dos direitos humanos no Brasil, foi com o tempo que o conceito foi alterado, e o Brasil nos tempos atuais que conseguiu reconstruir sua história, constituindo uma assembléia nacional produtora de uma constituinte cidadã e a melhora na vida dos brasileiros, uma condição de que podem ser respeitados e a educação é um fator importante nesta visão. O brasileiros tem que saber sobre seus direitos.

O papel da escola na formação de cidadão de direito ativo, a cidadania sempre foi restrita a pequenas fatia, ou seja, as elites e a cidadania ativa é dada a reunião de orçamento ativo onde os povos reunião e definiam onde seriam os gastos ou onde as verbas seriam gastas.

Os direitos humanos faz uma ponte entre os povos ou países.

A escola lida com os diretos humanos tratando os alunos com seres humanos, e que existem conteúdos específicos de direitos humanos, a sala de aula é um lugar do saber onde se troca ideias, o espaço de diálogo entre os alunos e professores é bom para desenvolver os direitos humanos.

Não basta conhecer os direitos, exemplo é que se você conhece o mínimo de dignidade humana, você não passa fome e não permite que outro passe, você tentara morar num lugar digno com um mínimo de conforto como água, luz, roupa, comida, etc

O papel da escola é lidar com o saber humano, que tem que ser sempre atualizado. E problematizar os direitos humanos para assim conscientizar. Os meios de comunicação tem que saber passar de maneira correta o que passar para as crianças, pois atualmente as crianças assistem mais televisão do que ficam na escola.

A mensagem do professor entrevistado foi que os direitos humanos é a dimensão de desejo de construção da sociedade, o reconhecimento do outro, o reconhecimento de que somos iguais sendo diferente, sonhar a além do cotidiano, cada um precisa entender as coisas ruins que experimentamos no passado e que não voltem a repetir, um pais mais justo.




Atividade de Portfólio



As aulas desta semana trouxeram conceitos e ideias relativos aos Direitos Humanos. Represente por meio de imagens ou frases ou poemas ou outros elementos textuais e/ou gráficos as associações que fez entre as ideias discutidas nas aulas e suas experiências pessoais/profissionais. Justifique brevemente a associação que fez. 

Esta atividade deve ser desenvolvida por meio de 3 itens: 

a. Ponto/conceito/ideia escolhido; 

b. Representação/associação (imagem, texto escolhido para representar o ponto escolhido); 

c. Justificativa da escolha. 

A avaliação levará em conta a pertinência do tema/conceito escolhido para ser representado e a justificativa do mesmo.

(imagem retirada da internet)


Todos nós nascemos livres. Os Direitos humanos são os direitos e liberdades básicos de todas as pessoas. A idéia que normalmente nos é passada sobre Direitos Humanos, é o livre direito de pensar e expressar nossos pensamentos, e a igualdade perante a lei. Mas comprovadamente na prática constatamos que somente somo livres no que tange aos pensamentos, ou seja, podemos pensar livremente, mas expressar nossos pensamentos através de atos, atitudes, já não é assim tão possível. Não possuímos a liberdade plena no que tange a atitudes, ações e manifestações.


Políticas Públicas para Educação - 6ª Semana

Políticas Públicas para Educação - 6ª Semana



Educação superior (parte 2)

Apresentação de dados relativos ao ensino superior brasileiro e as iniciativas envolvendo produção e disseminação do conhecimento.
Profº. Drº. Angelo Luiz Cortelazzo

https://www.youtube.com/watch?v=U2e9YSszjXE





Programas de financiamento do MEC




Fundo de financiamento estudantil (FIES): programa do ministério da educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas.

Em 2012,  441.558 estudantes foram beneficiados no país.

Programa universidade para todos (PROUNI): concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições de ensino superior privadas. Criado em 2004, é dirigido aos estudantes com renda familiar per capita máxima de três salários mínimos.

Em 2012, 107.681 estudantes foram beneficiados no país.

Algumas considerações:

  • Modelos de financiamento e estruturação de cursos tradicionais, dão sinais de saturação; 
  • Uso de tecnologias de informação e comunicação se impõem, mesmo em cursos tradicionais; 
  • Alunos do século XXI apresentam características diferentes, decorrentes do avanço tecnológico do mundo. 

É necessário desenvolver um método de ensino em que os professores lecionem menos, para que os alunos possam aprender mais.(Jean Amous Comenius, 1592 - 1670)
 Educação a distância (EAD): Concepçãp de educação ultrapassa os limites geográficos, de tempo e/ou de espaço consagrados na educação escolar presencial.No Brasil regulamentado a partir de 2005.

Experiências internacionais:

  • Universidades virtuais resultantes de ação consorciada;
Universidade virtual de Pays de La Loire (França) - 1999 - 64 mil alunos.
  • Universidades Virtuais Isoladas;
Universidade de Catalunha (Espanha) - 1994 - 61 mil alunos.
Open University (Inglaterra)- 1969 -260 mil alunos
  • Universidades virtuais como parte de instituições existentes; 
Universidade Virtual do Instituto tecnológico de Monterrey (México) - 1943/1989 - 125 mil alunos
Télé Université Quebec (Canadá) - 1968/1972 - 20 mil alunos


Experiência Brasileira:
  • Consórcio Cederj/Cecierrj - 2000 
  • Sistema universidade aberta do Brasil (UAB) - 2005 
  • Universidade virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP) 

 Programa UNIVESP: 

  • Criado em 2008 - Decreto 53.536/2008;
  •  Mais de 15.000 vagas oferecidas:
  •  Pedagogia; 
  • Licenciatura em ciências; 
  • Tecnologia em processos gerenciais;
  • Especialização em Ética, valores e cidadania na escola, especialização em Ética, valores e saúde na escola;
  • Inglês e espanhol;

Breve histórico:

  1. Criação da UNIVESP - lei 14.836, de 20/06/2012;
  2. Credenciamento - portaria CEE/GP nº 120/2013; 
  3. Inserção no sistema e-MEC para credenciamento a partir de março de 2013;
  4. Inserção no sistema UAB-CAPES - portaria CAPES de 06/12/2013.


O que é a UNIVESP: 

  • Universidade pública estadual paulista;
  • Uso intensivo de tecnologias na educação superior de qualidade.


Que universidade é esta:
  • Estrutura corporativa e administrativa enxuta; 
  • Amplo alcance social e geográfico; 
  • A universidade vai até o aluno e o aluno vai até a universidade.

Parcerias: USP, UNESP, UNICAMP, Centro Paula Souza, Fundação Padre Anchieta e Universidade Aberta.



Desafios: Cumprir metas estabelecidas no Plano Estadual de Educação que for aprovado (contendo pelo menos as metas do PNE): 50 mil vagas na graduação até 2024.





Financiamento (parte 1)

Apresentação da estrutura de financiamento das políticas públicas brasileira, destacando os recursos voltados para a educação.
Profº. Drº Geraldo Di Geovanni


https://www.youtube.com/watch?v=chWq1vFo4iQ





Quem paga a conta?

O que é receita pública?

Receitas públicas são todos os ingressos de caráter não devolutivo auferidas pelo poder público, em qualquer esfera governamental, para alocação e cobertura das despesas públicas. Dessa forma, todo o ingresso orçamentário constitui uma receita pública, pois tem como finalidade atender às despesas públicas. 


Quais são os impostos?

Federais:
  • IR -  Imposto sobre a renda de qualquer natureza. No caso de salários, este imposto é descontado direto da fonte. 
  • IPI - imposto sobre produtos industrializados. 
  • IOF- imposto sobre operações financeiras (crédito, operações de câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores mobiliários. 
  • ITR - imposto territorial rural (aplicado em propriedades rurais). 
Estaduais:
  • ICMS -  imposto sobre circulação de mercadorias e serviços. 
  • IPVA -  imposto sobre propriedade de veículos automotores (carros, motos, caminhões). 
Municipais:
  • IPTU -  imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (sobre terrenos, apartamentos, casas, prédios comerciais). 
  • ITBI -  imposto sobre transmissão inter vivos de bens e imóveis e de direitos reais a eles relativos. 
  • ISS -  impostos sobre serviços. 

De onde vem o dinheiro para a educação:


  • Recursos vinculados pelo artigo 212 da CF de 1988: união 18%, estados e DF 25% e municípios 25%. 

Problemas de distribuição e arrecadação: a questão da arrecadação dos Estados e Municípios:

  1. Diferença dos níveis de atividades econômicas regionais e locais - pauperismo municipal;
  2. Problemas de arrecadação;
  3. Como fazer diante das obrigações e normas constitucionais e da Lei de diretrizes e bases da educação nacional?
  4. Como resolver a questão da autonomia dos estados e municípios no contexto de federalismo brasileiro?


Financiamento (parte 2)

Apresentação da estrutura de financiamento das políticas públicas brasileira, destacando os recursos voltados para a educação.
Profº. Drº Geraldo Di Geovanni


https://www.youtube.com/watch?v=op_67id4SRo






FUNDEF/FUNDEB

1- FUNDEF, fundo de desenvolvimento do ensino fundamental e valorização do magistério. EC 14 de 1996 (início 1988);

2- A situação do ensino fundamental nos anos 1990

a) Imensa quantidades de crianças e jovens fora da escola;


  • Faixa de 5 a 6 anos - 47%
  • Faixa de 7 a 14 anos - 12%
  • Faixa de 15 a 17 anos -38%

b) Professores


  • 24% dos professores (262,5 mil) da educação infantil e no ciclo I eram leigos;
  • Salários baixíssimos e desestimulantes.

c) Outras deficiências e problemas


  •  Disparidade regional muito acentuadas;
  • Contradição com a legislação, municípios e regiões muito pobres com encargos constitucionais fora de seu alcance;
  • Péssimos indicadores educacionais.

PROPOSTA

  • Criação de um fundo dedicado à educação fundamental em termos de:
  •  10 anos de vigência;
  •  Obrigação dos municípios de aplicarem 15% de seus recursos decorrentes de arrecadação própria ou transferências constitucionais no ensino fundamental;
  • Os estados e o DF passam a ter a mesma obrigação num nível de 10%;
  • As transferências da união para estados e municípios passa a ser feita por um valor fixo, mas reajustável, multiplicado pelo número de alunos matriculados nas redes públicas. 

RESULTADOS
  • Em vista do montante de recursos depender do número de alunos, os municípios ampliaram a oferta de vagas, o que levou a uma grande ampliação de matrículas;
  • O mesmo ocorreu com os recursos para os estados;
  • Inversão da lógica, a educação fundamental passa a ser vistas como fonte de recursos e não dispêndio;
  • Ocorreu até 2007 uma forte municipalizarão do ensino fundamental, particularmente no ciclo I, pois passou a existir a possibilidade de construção de escolas, aquisição de materiais e manutenção das redes;
  • Melhorias do salário docentes, pois pela normas, 60% dos recursos do FUNDEF foram destinadas a salários docentes.

FUNDEB

Fim da vigência do FUNDEF, o governo federal (Luis Inácio Lula da Silva) propôs uma ampliação do modelo para todo o ensino básico, alterando e denominação do fundo para FUNDEB - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Profissionais da Educação.

Diferenças


  • Coeficiente de transferência passa de 15 para 20%, incluindo novas fontes de tributos com IPVA, ITR e ITCMD, pois houve uma ampliação do escopo da política, incluindo no modelo o ensino médio, a educação infantil e o ensino fundamental;
  • Tem vigência até 2020;
  • Mantém os princípios básicos da forma de financiamento;
  •  FUNDEF e FUNDEB formaram uma política que do ponto de vista do financiamento, significou um importante aporte de recursos para o processo educacional.

Resultados


  • Apenas 5 anos de vigência, tempo curto para avaliação de uma política de tal monta;
  • De 2007 para 2012, a porcentagem de crianças atendidas por creches: 0 a 3 anos, passou de 18,95% para 20%;
  • A complementação da união para o FUNBEB, passou de 4,5% no seu primeiro ano para 9,72% em 2012.




Princípios normativos e governança democrática

Apresentação dos princípios normativos e as dimensões da governança para implementação de políticas públicas de qualidade.
Profº. Drº Geraldo Di Geovanni


https://www.youtube.com/watch?v=flVlroa9SVE



Princípios normativos:


  1. Legitimidade atributo do estado, existência de consenso na população que por si assegure adesão e obediência, sem coerção.
  2. Justiça: razoabilidade diante dos padrões sociais e culturais vigentes.
  3. Governabilidade: capacidade ou estoque de recursos legais ou políticos (por vezes inclui coerção) que permitam governar.
  4. Governança (democrática): capacidade ou estoque de recursos (legais/políticos/culturais/gestão) que permitam, com legitimidade, justiça e participação e controle sociais, a obtenção de resultados efetivos nas intervenções governamentais.


Dimensões da governança


Qualidade da implementação: 

  • Existência de população alvo definida ou clareza sobre o princípio de universidade;
  • Definição da população coberta com benefício recebido em pontos do tempo (metas);
  • Existência de critérios de elegibilidade da população alvo, grau de transparência da sua utilização (baixa, média e baixa), 
  • Escala de focalização na população alvo (baixa, média, alta);
  • Existência de mecanismos de articulação das instâncias governamentais envolvidas.

Voz e responsabilização:

  • Existência de mecanismos de controle externo do programa;
  • Existência de estudos de avaliação de qualidade com população alvo;
  • Existência de auditoria do programa, existência de ouvidoria ou mecanismo assemelhado circulada ao programa ou à instância implementadora;
  • Mecanismos de responsabilização dos gestores;
  • Mecanismos de participação social no programa.


Qualidade regulatória: 

  • Existência de mecanismos de monitoramento e avaliação; 
  • Existência informações públicas sobre o programa;
  • Existência estrutura de custos;
  • Existência do perfil padronizado de despesas.


Regras legais: 

  • Existência de vinculação a fontes de financiamento no orçamento público do país;
  • Existência regularidade dos fluxos financeiros do programa;
  • Existência de fundamentos legais ou normativos que sustentem a intervenção;
  • Escala de adequação dos fundamentos legais ou normativos;
  • Escala de regularidade dos fluxos financeiros do programa.


Sustentabilidade: 

  • Tempo de existência do programa;
  • Qualificação da burocracia que implementa e do pessoal técnico envolvido;
  • Existência de incentivos profissionais e financeiros para a obtenção de resultados;
  • Existência de comunidade técnica associada à implementação do programa.

Situações desejáveis: 
  1. Economicamente possível;
  2. Politicamente viável;
  3. Socialmente justa;
  4. Temporalmente sustentável

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Psicologia do Desenvolvimento - 6ª Semana

Psicologia do Desenvolvimento - 6ª Semana



Educação em valores

O programa mostra dois exemplos de projetos elaborados por escolas para trabalhar a educação moral. O primeiro, da escola Esmeralda Sanches da Rocha, em Votuporanga, interior de São Paulo, promove a convivência inter-racial questionando e entendendo o racismo em atividades de três disciplinas: Educação Artística, Língua Portuguesa e História. Já a escola Giulio David Leone exercita a reflexão política, desenvolvendo partidos e candidatos à presidência, que são os próprios alunos, e uma simulação de eleição. O programa ainda consulta os professores da Faculdade da Educação da USP, José Sérgio de Carvalho e Nilson Machado, além de Pedro Goergen, da Unicamp, para saber qual é o papel da escola na educação moral de seus alunos.


https://www.youtube.com/watch?v=nPh9ohtxi3g


Vídeo mostrando a ética moral e seus valores. Os professores José Sergio Carvalho e Nílson Machado, da faculdade de Educação da USP e o professor Pedro Goergem da Unicamp, falam que o tema da igualdade de todos, o direito de viver dignamente e serem tratados com justiça.

A moral se consolida como costumes, valores sociais e a Ética como reflexão sobre valores.



Exemplo de uma Escola Estadual de Votuporanga que trabalha o preconceito, multidisciplinar, em Educação Artística, Língua Portuguesa e História. Fazendo reflexões com músicas (Gabriel, o pensador, Jorge Aragão). Debates como por exemplo o sistemas de cotas para negros.


No livro "Educação:projetos e valores", Nílson Machado cita vários valores a serem trabalhados na escola, como: igualdade, tolerância, integridade, pessoalidade e cidadania.
Cidadania como valor significa articular bem o interesse pessoal com o coletivo. Por exemplo, nas eleições se exercita a cidadania, pensando o que quer para si próprio e par o coletivo, estado, país.

Na E.E.E.F. Giulio David Leone organizam um projeto, simulando eleições com os alunos, para que possam estudar a ética. Cada classe cria um partido e um candidato  a presidência e cada disciplina compõe um ministério que existe realmente, servindo para estudos e os alunos criam seu projetos.

Na aula de língua Portuguesa os alunos viram publicitários, na aula de Geografia é estudado a Reforma Agrária e assim por diante. No fim das eleições o eleito é o presidente do Grêmio estudantil.

A tarefa da escola é despertar a consciência ou criar condições para que as pessoas se tronem conscientes, sujeitos capazes de refletir, de pensar autonomamente.



O juízo moral na criança

Nesta aula, discutimos as relações entre o ambiente escolar democrático e sua influência nos processos de desenvolvimento da cooperação e do juízo moral infantil. O ponto de referência é a teoria de Jean Piaget e seu livro de 1932: O juízo moral na criança.
Profº. Drº. Ulisses Ferreira Araújo



https://www.youtube.com/watch?v=yMj849Lus-8


A referência desta aula é a teoria de Jean Piaget, a abordagem do "Juízo Moral na Criança" que foi publicado em 1932.É uma obra bem antiga,mas se converteu em um clássico no estudo da moralidade humana.

A essência de toda moralidade está no respeito as regras. Criança moral ou sujeito moral  é a criança que cumpre as regras da sociedade.

Observando que Piaget não fala em obediência e sim em respeito, um sentimento, dimensão afetiva do ser humano.


  • Anomia- estado em que as crianças se encontram no momento do nascimento e dura mais ou menos 2 anos (NOMIA - relação com a palavra grega" Nomus"que significa regras).
  • Heteronomia - fonte variada de regras.
  • Autonomia - próprio, as regras estão dentro do sujeito.
Relações heteronomia:
  • Coação - Deus vai te castigar, mamãe vai deixar de gostar de você, tapinha nas mãos. As crianças vão entendendo as regras através da coação.
  • Respeito unilateral - Sentimento construído através do amor e do medo. Unilateral, de mão única. Criança tem que respeitar os adultos (pais, professores) e esse podem brigar, humilhar as crianças.
Para que todo processo (estado) se construa é necessário ter o mínimo de vínculo afetivo, mesmo que seja uma relação autoritária.

Relações autonomia:
  • Cooperação - experiência em cooperação, igualdade.
  • Respeito mútuo - diálogo, democracia. Entender que as regras do mundo são justas.




Cuidado para não confundir autonomia com anomia:

  1. Anomia - aquele sujeito que faz tudo que dá na cabeça,que só faz o que quer, sem considerar a sociedade, os colegas, é um sujeito egocêntrico, a anomia = sem regras.
  2. Autonomia - é aquele que reduziu o egocentrismo, não pensa apenas nele próprio, pensa no coletivo, considera o outro, as coisas ao redor, a natureza.





A construção psicológica dos valores

O que são valores, numa perspetiva psicológica? Como são construídos e quais valores deve a sociedade priorizar nos processos educativos? Estas são algumas das questões abordadas nesta videoaula.
Profº. Drº. Ulisses Ferreira Araújo

https://www.youtube.com/watch?v=V2CVq_jdfFk


Como são construídos os valores?

Os valores referem-se as trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior.

Surgem da projeção de sentimentos sobre objetos e pessoas.(Jean Piaget, As relações entre  a inteligência e a afetividade, 1954).

A construção psicológica dos valores

Surgem das projeções de sentimentos positivos sobre objetos e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo.

Construção psíquica

As escalas e sistemas normativas de valores se constitui a partir de sua integração ao self do sujeito.

Sistema de valores e conduta humana

As condutas de valores são motivadas pelo sistema de valores próprios da cada um.

Identidade e sentimentos

Dependendo dos valores com os quais os sujeito construiu sua identidade, e de seu "posicionamento"central ou periférico, aparecerão os sentimentos morais.

Sentimentos morais, como a vergonha e a culpa, exercem o papel de regular as relações intra e interpessoais e são experienciados quando o sujeito age contra os valores que são centrais em sua identidade.



A escola e a construção de valores

Pensar na construção de escolas democráticas que almejem a construção de personalidades morais nos leva a compreender alguns dos diversos fatores que interferem neste processo dentro do cotidiano escolar. Sua identificação auxilia na compreensão da complexidade das relações presentes no cotidiano escolar e na busca por formas mais realistas de intervenção na educação para a cidadania. Os aspectos identificados, que serão abordados nesta videoaula, são: os conteúdos escolares; a metodologia das aulas; o tipo e a natureza das relações interpessoais; os valores; a autoestima e o autoconhecimento dos membros da comunidade escolar; e os processos de gestão da escola.
Profº. Drº. Ulisses Ferreira Araújo

https://www.youtube.com/watch?v=iYT1rySPJHY


Como promover a construção social e psicológica dos valores morais?

Repensando os conteúdos, tempo, espaço e relações nas Instituições de ensino comprometidas com a construção da paz, dos direitos humanos e de valores de ética de democracia e de cidadania.

Ações a serem implementadas

  • Impregnando o currículo com temas de cidadania;
  • Rompendo os muros das Instituições educativas;
  • Promovendo o protagonismo do sujeito que aprende;
  • Construindo relações sociais e interpessoais democráticas;
  • Instituindo fóruns Públicos de ética e cidadania;

Promovendo o protagonismo do sujeito que aprende

A educação deve promover o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir uma formação política que aos jovens participar da vida social de uma forma mais crítica, dinâmica e autônoma.

Metodologia Ativas de Aprendizagem

  • A aprendizagem baseada em problemas é uma metodologia ativa de aprendizagem;
  • "Estratégia pedagógica que apresenta aos estudantes situações significativas e contextualizadas no meio real";

Construindo relações sociais e interpessoais democráticas

  • Assembleias escolares;
  • Grêmios estudantis;
  • Estratégia de resolução e de mediação de conflitos;
  • Estratégia de aproximação entre escola, família e comunidade;
  • Instituição de fóruns públicos de éticas e cidadania.
Um fórum articula os diversos segmentos da comunidade escolar e não-escolar, em torno das temáticas de ética, convivências democráticas, direitos humanos e inclusão social.

 Foi desenvolvido pelo ministério da Educação em 2003 a 2009 o "Programa ética e cidadania", implementado nos 27 estados brasileiros. A ideia central é a construção de fóruns, chamando a comunidade, igreja, ONGs,para debater e implementar projetos do bairro.



sábado, 30 de maio de 2015

Inglês II B - 5ª Semana

Inglês II B - 5ª Semana




A Produção Escrita para a vida profissional: biodatas

Nesta videoaula, os alunos irão reconhecer e analisar a estrutura do gênero biodata em língua inglesa para a produção e publicação de suas futuras biodatas acadêmicas.
Profª. Drª. Maria Aparecida Caltabiano




Atividade 1


Leia a biodata a seguir e identifique as partes numeradas:(1) John Smith is a professor of Chemistry in Los Angeles University. (2) He has an MA in Biochemistry. He researches about the impact of different types of sugar on fat mice. He has published several articles concerning sugar level controls in bloodstream. (3) He has started his PhD at the UCLA
Chemistry and Biochemistry. (4) His future research deals with the study of metabolism, aging and development.


1.Personal data

2.Academic details

3.Professional experience

4. Research/Interest area



Atividade 2


Construa uma biodata tendo por base as informações de Jeff Hohensee1. Consulte a tabela de verbos trabalhada no material de apoio, Exercício 2 (produzindo uma biodata), para construir suas frases. 

Personal Data: Jeff Hohensee / Vice President of Natural Capitalism Solutions

Academic details:

Specialized in time and motion studies, department reorganizations, cash management, financial analysis and negotiations in 2005.

Professional experience:

expert in business, education and sustainability for more han twenty-five years. Started his career in corporate finance working for Barclays American Business Credit and the Fuji Bank subsidiary Heller Financial from 1985-1995. A Program Director and Education Director for TreePeople, a consultant, advisor or program developer for numerous organizations including the U.S. Environmental Protection Agency for 10 years.

Interest/Research areas/ Publication:

on sustainable business, environmental education, urban forestry, activism and civic engagement, and systems thinking.





Jeff Hohensee works as a Vice President of Natural Capitalism Solutions.

He specialized in time and motion studies, department reorganizations, cash management, financial analysis and negotiations in 2005.

He has been working as expert in business, education and sustainability for more than twenty five years.

He started his career in corporate finance working for Barclays American Business Credit and the Fuji Bank subsidiary Heller Financial from 1985-1995.

He worked as a Program Director and Education Director for TreePeople, a consultant, advisor or program developer for numerous organizations including the U.S. Environmental Protection Agency for 10 years.

He has published several articles about sustainable business, environmental education, urban forestry, activism and civic engagement, and systems thinking.






Sociologia da Educação - 5ª Semana

Sociologia da Educação - 5ª Semana



A escola e a sociedade

A aula se baseia em um programa da UNIVESP TV no qual são discutidos os desafios da escola que busca uma identidade. Toma-se por base um artigo de Antonio Novoa (educador português), que aborda a problematização da universalização do ensino – a escola que não sabe lidar com as diferenças faz parte do programa. A videoaula discute a autonomia docente e ainda trabalha alguns questionamentos: a escola reproduz ou transforma? Escola para todos é um problema?
Profª. Drª. Ana Maria Klein


https://www.youtube.com/watch?v=2-tK_XxzUWA


Qual o papel do professor na escola de hoje?




Vídeo - professores brasileiros discutem os desafios da escola que busca uma identidade. Toma-se por base um artigo de Antônio Nóvoa (educador português).

O texto diz que a escola serve ou para salvar as coisas ou deixar como estão.

Referencia ao texto de António Nóvoa - Escola e sociedade

No Brasil, a partir de 1915 configura-se um momento significativo: o do entusiasmo pela educação, que passa ser a solução de todos os males da sociedade. Essa idéia continua ainda no imaginário de muitos como o meio de sanar todos os entraves sociais atuais.

O texto de Antonio Nóvoa tem início apontando esse entusiasmo como um dos equívocos com relação à educação. Baseado em Ortega y Gasset, o autor nos diz que uma boa nação não se faz apenas com escola de qualidade , mas também com política, economia, justiça e saúde de qualidade.

Se escola desenvolveu-se desde então com a crença de ser a salvadora de todos os males da sociedade, os professores eram seres especiais e tinham uma missão nobre e de suma importância, por isso deveriam manter-se numa posição de isolamento, não podiam misturar-se com o povo e nem com a burguesia, para que se portassem de forma isenta. Nesse processo de isolamento afastaram-se da comunidade. Para o autor, no triângulo professores, Estado e famílias/comunidade, esse terceiro vértice foi perdido e é ponto fundamental para repensar novas soluções.

O autor propõe expor seu texto em três momentos: num primeiro momento abordará os perigos de visões pontuais da escola, ora como salvadora, ora como mera reprodutora da sociedade. Em segundo lugar, explanará sobre a identidade dos professores e por fim associará as duas primeiras reflexões para fundamentar as possíveis mudanças no cenário educativo.


A escola e os professores como regeneradores da sociedade


À visão da escola como responsável pelo progresso civilizacional e instituição notoriamente benéfica, o autor contrapõe a idéia da escola como instituição maléfica e criação diabólica, utilizando para isso a posição de Adolphe Ferrière, pedagogo dos anos 20, e a célebre história da pedagogia sobre “O diabo e a escola”.

Ao longo do século XX, por força das constantes modificações nos modos de governo, a escola transformou-se no elemento central do processo de homogeneização da sociedade e na criação de modelos de civilidade. Originou-se desde então uma forma de ver a escola, alunos e professores: alunos agrupados em classes graduadas; professores atuando individualmente; uns generalistas, outros especialistas; pedagogia centrada na sala de aula; horários rigidamente determinados; saberes organizados em disciplinas. Esse sistema firmou-se com tanta força que ainda hoje é visto não só como melhor sistema, mas como o único possível.

O alvo de toda a crítica é a escola antiga, não a nova escola, pois esta é “libertadora e marca uma nova etapa no acesso do Homem à perfeição”. A quase ilimitada crença na escola como regeneradora, consolidou a imagem dos professores como sacerdotes e missionários ao mesmo tempo em que criou condições pra uma melhor formação e o desenvolvimento de uma reflexão científica na área da pedagogia.

Com a profissionalização o professor passa a ser visto, não como no antigo modelo do sacerdócio, mas como servidor do Estado e as crianças são categorizadas como alunos, passando ambos a ser encarados como populações e portanto torna-se necessário que sejam geridos por padrões institucionais próprios. Essa visão de “população escolar” teve como principal resultado as escolas de massas.

Ao processo de estatização e de profissionalização incorporou-se a formação das ciências da educação. Temos nesse processo uma dicotomia que até hoje resiste:

“A eficácia da nova ideologia profissional implica a defesa da objectividade e a rejeição da história: a evidência científica tem de aparecer como fenômeno natural e não como uma construção social, como uma realidade atemporal e não como um processo histórico, com busca da ‘verdade pela verdade’ e não como um jogo de forças e de poderes.”

A proposição da cientificidade da pedagogia , nas primeiras décadas do século XX corresponde a um esforço de valorizar o papel social e prestígio científico dos novos educadores. Para Nóvoa, esses novos pedagogos exageram na caricatura da escola antiga para que o perfil das novas práticas das quais são portadores sejam melhor delineadas, práticas que aprofundaram a crença total nas potencialidades regeneradoras da escola.

Nos anos 60, a escola passa novamente por severas críticas, chegando-se a propor uma sociedade sem escolas. Escola e professores passam a ser vilões e responsáveis, não só pela reprodução das desigualdades sociais, mas também pela criação de novas desigualdades.

O professor ocupante, outrora de uma posição privilegiada, encontra-se agora acusado de mero reprodutor de informações. Para o autor, a partir daí se instala uma crise de identidade na profissão que até hoje persiste. O desconforto presente no íntimo da cada professor hoje, reside na distância entre a visão poética da profissão e a realidade concreta do dia-a-dia. A compreensão exata dessa crise pela qual passam os professores é, para o autor, condição sine qua non para que a educação e os docentes encontrem novos caminhos.

A crise de identidade

Nóvoa constata que há duas tendências no modo de encarar essa crise de identidade dos professores: uma externa e outra interna. A externa corresponde às formas de controle do professor. A racionalização do ensino vê o professor como técnico que deve executar algo que não foi elaborado por ele e sim por outros, colocando assim em xeque a autonomia do professor. Simultaneamente, há a proletarização do professorado, advindo da sobrecarga de trabalho. A racionalização e a proletarização, segundo o autor, são dois momentos de um mesmo processo que tem no seu âmago a privatização que avalia/controla os professores pela satisfação dos “clientes”.

A segunda tendência evocada pelo autor, a interna à profissão docente, corresponde à busca de novos sentidos da profissão através da autonomia dos professores e das bases intelectuais do trabalho pedagógico.

Trazer novamente os professores para o centro dos debates, para Nóvoa é primordial, e propõe abordar a questão não pela coletividade, na qual as semelhanças são acentuadas e sim pela diversidade. Opta por falar, não em identidade, mas em processo identitário, processo pelo qual cada um de nós se apropria do sentido da sua história pessoal e profissional.

“A forma como cada um de nós constrói a sua identidade profissional define modos distintos de ser professor, marcados pela definição de ideais educativos próprios, pela adoção de métodos e práticas que colam melhor com nosso modo de ser, pela escolha de estilos pessoais de reflexão sobre a ação.”

O autor propõe-nos duas perguntas: “Por que é que fazemos o que fazemos na sala de aula? Que saber mobilizamos na nossa ação pedagógica?”

A primeira pergunta leva-nos a pensar em vontades, gostos, preferências, rotinas que consolidam comportamentos. Cada professor tem o seu modo próprio de ser. Se por um lado, os professores são resistentes a mudanças, principalmente àquelas que vêm “de cima”, por outro são adeptos aos efeitos dos modismos pedagógicos. Hoje, devido a velocidade tecnológica, há uma invasão das modas no terreno pedagógico. Para o autor, aderir a uma moda pedagógica é a “ pior maneira de enfrentar os debates educativos, porque traduz uma ‘fuga para frente’, uma opção preguiçosa” e aponta a necessidade de os professores desenvolverem uma vigilância crítica ao que lhe for sugerido ou proposto. Qualquer inovação só tem sentido se for objeto de reflexão e de apropriação pessoal.

Para apontar a resposta da segunda pergunta, o autor demonstra como desde muito tempo os professores limitaram-se a compartimentar seus saberes, assumindo-se assim como transmissores de um determinado conhecimento científico. Essa postura é vista como retrógrada e de pouco valor, o que para o autor significa por um lado incompreensão, pois o processo de transformar as disciplinas científicas em currículo escolar é complexo e demanda do professor, não só conhecer a matéria que leciona, mas também compreender a forma como esse conhecimento se constituiu historicamente, ou seja, é necessário compreender os conteúdos para que se possa transformá-los em produtos de ensino. Por outro lado, a tentativa de banalizar esse processo é para Nóvoa, parte integrante de um processo, nada inocente, de relacionar a escolha da profissão de professor com o insucesso. Para o ensino iriam apenas os pouco competentes.

O autor salienta a importância de se investir na pessoa do professor e nos saberes dele emergentes, os docentes devem apropriar-se de seus saberes e elaborá-los do ponto de vista teórico conceitual, desta forma serão criadores de instrumentos pedagógicos e profissionais críticos e não apenas executores e técnicos. Tendências que dicotomizam concepção da execução devem ser rejeitadas, assim como pacotes curriculares prontos a serem aplicados, que apenas servem para desperdiçar o tempo dos professores, tão necessário à reflexão e a produção de novas práticas.

Para o autor somente através da valorização intelectual e consolidação da autonomia é que será possível aos professores enfrentar a crise e o desconforto nos quais têm vivido.

Escola e sociedade

Apontando primeiramente os perigos da idéia da escola-toda-poderosa com professores com missão de moralização da sociedade e logo após a crise de identidade dos professores, o autor associa as duas idéias afirmando a necessidade de uma nova relação entre a escola e a sociedade, na qual seja respeitado o direito das famílias e das comunidades de participarem da ação educativa e seja respeitada a autonomia dos docentes.

Vistos, muitas vezes, como antagônicos esses dois poderes (escola e sociedade) devem aliar-se, pois segundo o autor não há possibilidades de mudança na educação sem investir-se neles , para isso duas condições são necessárias: assegurar às famílias, principalmente, àquelas menos favorecidas, o direito de decidirem e de participarem da educação dos filhos e não imputar culpa aos professores da crise do sistema de ensino.

Por muito tempo, as famílias, principalmente as mais pobres, foram afastadas da educação formal dos seus filhos. Diversas razões eram dadas para justificar essa postura: a falta de instrução dos pais, a má influência do meio ou ainda os discursos que legitimavam o fracasso dos menos favorecidos. O autor reafirma assim, a impossibilidade de qualquer mudança sem investir-se positivamente no poder das famílias e da comunidade.

Simultaneamente, para que novos rumos sejam vislumbrados na educação torna-se necessário investir de forma positiva os poderes do professor. Vivendo cotidianamente num paradoxo, os professores, por um lado são vistos como medíocres e mal formados, por outro são apontados como elementos essenciais para a melhoria da qualidade do ensino e do progresso social e cultural. Bem adequada é a frase usada por Nóvoa: “Pede-se-lhe quase tudo. Dá-se-lhe quase nada”.Frase que torna ainda mais verdadeira se acrescentarmos que com a expansão do trabalho feminino, na segunda metade do século XX, os pais têm cada vez menos tempo para os filhos, imputando à escola e aos professores novas tarefas.

Em meio a essas contradições é que os professores devem refazer uma identidade profissional tanto individual como coletivamente. Uma imagem nova sem os simplismo das antigas metáforas. Embora a literatura pedagógica atual também estabeleça novas metáforas, estas são menos simbólicas e mais conceituais. As imagens que elas evocam apontam, segundo Nóvoa, para três linhas de consenso: da valorização do trabalho teórico e intelectual do docente; da vontade de construir um saber docente baseado na reflexão sobre suas práticas e da certeza da necessidade de usufruir uma real autonomia.

Mais uma vez há reafirmação da necessidade de os poderes das comunidade e os poderes dos professores sejam articulados em torno de um mesmo projeto de democratização da escola. Vislumbrando que após os ciclos Igreja e Estado, talvez seja essa a nova reconfiguração do campo educativo. Para o autor o fim do Estado educador é previsível e para tanto é necessário pensar em novos moldes nas relações escola e sociedade.

Antonio Nóvoa menciona que embora as comunicações e a tecnologia tenham ajudado a criar uma consciência planetária, por outro lado surgiram novas exclusões sociais e largas camadas sociais ficam à margem dos benefícios sociais e culturais. Sendo assim a escola e os professores não podem permanecer com um discurso socialmente isento: “Todo o silêncio é cúmplice... não podemos calar a voz das injustiças que se reproduzem também através da escola”. Ou seja, para o autor, o professor distingue-se de muitos outros profissionais, não se restringe apenas a critérios técnicos e competências científicas, mas também que possua ou desenvolva valores e princípios que os levem a crença de que toda a criança pode ter sucesso na escola. Poderíamos chamar essa “crença” de ética profissional docente.

O autor convida-nos ainda a uma redescoberta da função social da utopia e das pequenas utopias que dão novo sentido ao nosso cotidiano.

Por fim, após discorrer um inventário de instituições, intelectuais, fundações e empresas que, por este ou aquele motivo, afastaram-se das preocupações com a sociedade, nosso autor volta-se à escola como único lugar onde se concentra o maior número de pessoas qualificadas e nos pergunta: “Será que pertence à escola um papel primordial na tarefa de pensar o futuro?”. Frente à resposta positiva, vemos que novamente todas as esperanças voltam-se para a escola. E o grande desafio está mais uma vez nas mãos dos professores.

Os professores tentam usar de todos os métodos para chamar a atenção do aluno, mas hoje em dia a concorrência é forte e desleal, a televisão e a internet ganham disparado.

Universalização do ensino - a escola não sabe lidar com as diferenças.

A escola reproduz ou transforma?

Escola para todos é um problema?

A professora Eunice Felix Rigorfi cita que:

“Os alunos passam pela escola, vem para a escola, mas tira da escola muito pouco”.

Autonomia docente


Sobre este assunto a professora Eunice Felix Rigorfi cita que:

“... a gente fala o que quer que se fale e faz o que a gente acredita…”

Autonomia é uma coisa conquistada, e que nunca tem fim.





A escola tradicional

A aula abordará os seguintes temas: organização do espaço escolar: professor vigiando; ordem e poder: punições na escola; escola laica, pública e gratuita.
Profª. Drª. Ana Maria Klein


  •  O ensino tradicional pretende transmitir os conhecimentos. 
  • O professor domina os conteúdos logicamente organizados e estruturados para serem transmitidos aos alunos. 
  • A ênfase do ensino tradicional, está na transmissão dos conhecimentos e no professor.


Escola, disciplina e controle dos corpos:

  •  Escola enclausurar os corpos para melhor controlá-los, sob uma perspectiva disciplinar.

  • A “disciplina às vezes exige a cerca", como diz Foucault (1991), um espaço fechado para melhor controle dos indivíduos, para melhor domínio e utilidade das forças dos corpos (Ferrari, 2012).

Neste pensamento o objetivo é o controle do corpo, a instituição é organizada para o controle dos corpos, o que temos de exemplo são as cercas, os muros das escolas.

Controle dos espaços

  • Escola como local fechado - muros, telas.
  • Controle de fluxos de indivíduos - portão de entrada e saída, horários e autorizações para passar pelos portões.
  • A intenção da cerca é concentrar as forças e neutralizar os inconvenientes, como possíveis fugas, dispersões, ou seja, tudo aquilo que possa escapar à disciplina (Foucault, 1991 apud Ferrari, 2012)

Formas disciplinares na escola

  • Fila - define cada espaço que o indivíduo deve ocupar porque ela classifica, organiza e hierarquiza.Prática naturalizada que está na constituição do modelo escolar.
  • Nota - possibilita outra forma de enfileiramento. Cria uma sucessiva hierarquização porque ela segue definindo, separando, classificando o “bom” e o “mau” aluno.
  • Divisão do tempo - escola divide os períodos, as aulas, as tarefas, os intervalos, os momentos de lazer em séries temporais, para melhor uso e aproveitamento do tempo, para melhor ajustar o corpo a ele. Perder tempo é perder produção.

Dia escolar se desdobra em turno. Turnos se transformam em hora-aula (50 minutos cada uma), para cada término das aulas, ouve-se o toque da sirene para que os professores troquem de sala ou, eventualmente, os alunos (para laboratório, para aula e educação física, para o pátio).

O objetivo é estar ocupando o aluno, produtivamente, durante todo o tempo que estiver na escola.

A escola continua a mesma?

A estrutura de sala de aula direcionada ao professor (vigiar)?

Armas contra indisciplina: nota, expulsão. Castigos físicos (em outras épocas) em nome da ordem e poder.

A escola e as transformações sociais, importante para formar trabalhadores na era das revoluções.

Escola laica, pública e gratuita.


Uma escola acessível a todos, a revolução francesa tem grande importância nisso pois foi quando se sentiu a necessidade de formar profissionais.




Atividade de Portfólio



As aulas desta semana trouxeram conceitos e ideias relativos ao papel do professor e seus desafios e às relações de poder presentes na escola. Represente por meio de imagens ou frases ou poemas ou outros elementos textuais e/ou gráficos as associações que fez entre as ideias discutidas nas aulas e suas experiências pessoais/profissionais. Justifique brevemente a associação que fez.
Esta atividade deve ser desenvolvida por meio de 3 itens:
a. Ponto/conceito/ideia escolhido; Qual o papel do professor na escola de hoje?
b. Representação/associação (imagem, texto escolhido para representar o ponto escolhido);
c. Justificativa da escolha. 
A avaliação levará em conta a pertinência do tema/conceito escolhido para ser representado e a justificativa do mesmo.



Atualmente a tecnologia invade nossos lares, nossos locais de trabalho e nos diversos ambientes de vivência dos cidadãos e certamente reserva novas funções aos membros do processo de geração de conhecimento vivenciado na escola onde não é mais possível desenvolver escolas arcaicas em termos de conhecimentos e pautadas em uma lógica de aprendizado que visa apenas o responder a prova e não dá aos educandos oportunidades de conhecimento adequado e voltado essencialmente para a compreensão do valor das transformações e dos aspectos da dinâmica social que molda espaços e faz idéias e concepções. A Escola não é a mesma de décadas passadas , os alunos também não são os mesmos, porém se mal trabalhados podem ser cúmplices do processo de destruição dos ideais propostos para a concretização de uma Escola que seja forte em valores e conhecimentos.





















Tais questionamentos devem ser vistos de forma a procurar questionar sempre o papel da Escola no mundo moderno e tentar verificar ações que visem transformar o papel do ambiente escolar e dar ao educando um processo de geração de conhecimento menos traumático revendo modelos avaliativos e buscando relações mais harmônicas entre os personagens do contexto escolar para que o processo de geração de conhecimento tenha sempre uma razão de ser e tenha sempre ações de compromisso de todos no alcance de uma nova forma de entender , analisar e questionar o mundo em que vivemos.

Nos dias de hoje a tecnologia invade nossos lares, nossos locais de trabalho e nos diversos ambientes de vivência dos cidadãos e certamente reserva novas funções aos membros do processo de geração de conhecimento vivenciado na escola onde não é mais possível desenvolver escolas arcaicas em termos de conhecimentos e pautadas em uma lógica de aprendizado que visa apenas o responder a prova e não dá aos educandos oportunidades de conhecimento adequado e voltado essencialmente para a compreensão do valor das transformações e dos aspectos da dinâmica social que molda espaços e faz idéias e concepções. A Escola não é a mesma de décadas passadas , os alunos também não são os mesmos, porém se mal trabalhados podem ser cúmplices do processo de destruição dos idéias propostos para a concretização de uma Escola que seja forte em valores e conhecimentos.

Políticas Públicas para a Educação - 5ª Semana

Políticas Públicas para a Educação - 5ª Semana



Um modelo para a avaliação de desigualdade em acesso

Apresentação de um modelo de pesquisa para a avaliação de desigualdades em acesso a educação.
Profº. Drº. Murillo Marschner


https://www.youtube.com/watch?v=yWVJrXB-rl0





Motivações, problema de pesquisa e enquadramento teórico.



  • Os ganhos analíticos em se pensar a progressão educacional enquanto uma seqüência de decisões condicionadas (Mare 1980, 1981);
  • O problema de pesquisa: a associação entre origem social e destinos educacionais: como isso varia entre os diversos níveis?
  • Coortes e desigualdades de oportunidades;
  • Desigualdades persistentes e coeficientes declinantes (Shavit e Blossfeld, 1993) - expansão significa diminuição das desigualdades?
  • Hipótese da desigualdade maximamente mantida (RAFTERY E HOUT, 1993);
  • Análises do caso brasileiro (Valle Silva, 1986; 2003; Fernandes, 2005; Ribeiro, 2009; Marteleto, 2012).


Um modelo Educacional para o Brasil 1960 - 2010










Concluindo:
  • A generalidade na aplicação da metodologia;
  • A possibilidade de identificação das barreiras (de classe, de raça, de gênero) estruturando o acesso a diferentes ponto da progressão educacional das pessoas;




O Sistema Brasileiro de Educação (parte 1)

Apresentação do sistema de educação do Brasil, destacando suas características, sua estrutura, a distribuição de competências federativas pela oferta e a participação dos setores público e privado na oferta total.
Profª. Drª. Sonia Draibe


https://www.youtube.com/watch?v=BTMKryQLqs8





O sistema brasileiro de educação:

  • É amplo, diversificado, estruturado,. hierarquizado e envolve múltiplas instituições públicas e privadas 
  • Tem características sistêmicas: seus elementos estão interlacionados, formando um todo organizado, no qual a posição de cada elemento influi nos outros e no desempenho do todo. 
  • É regido por instituições centrais e regionais segundo regras constitucionais e lei orgânica própria. 

Sistema Brasileiro de Educação: 

Parâmetros de análise:


  •  Modalidades e níveis de ensino;
  •  Distribuição federativa de competências e responsabilidades;
  •  Relação público-privada da oferta educacional;


Outras modalidades de ensino:


  • Educação profissional; 
  • Educação de jovens e adultos (mínimo 15 anos);
  • Educação de jovens e adultos (mínimo 18 anos); 
  • Educação especial; 
  • Integrada, preferencialmente, na rede regular de ensino, atendimento em classes, escolas e serviços especializados; educação para o trabalho. 

Distribuição Federativa das Competências




Participação na oferta de matrículas:



Ensino básico:

  • 46 % municípios 
  • 36 % Estados 
  • 17% rede privada 


Ensino superior:

  • 72% rede privada 
  • 28% rede pública 



O Sistema Brasileiro de Educação (parte 2)

Dando continuidade ao debate, nesta aula serão tratadas as dimensões e as tendências dinâmicas do Sistema Brasileiro de Educação.
Profª. Drª. Sonia Draibe



Sistema Brasileiro de Educação

O Brasil tem aproximadamente 57 milhões de alunos em todos os níveis e modalidades de ensino.
  • Esta população é grande, maior do que de muitos países;
  • Em alguns níveis de ensino, a matrícula vem crescendo, mas em outros estão estagnadas ou mesmo decrescem ano a ano.

Principais tendências do SBE:

  • Acesso à educação infantil tende a crescer;
  • Ensino fundamental está praticamente universalizado, mas há margens para o crescimento da educação privada;
  • O acesso ao ensino médio estagnou, existem demandas para modelos alternativos.
  • O ensino profissional tende a crescer, estimulado pelas políticas de bolas e novas demandas do mercado de trabalho (pronatec, vence, PEP);
  • Na educação superior, bolsas (prouni) e financiamentos estudantis (fies) foram importantes para incentivar as matrículas, há margens para crescimento, público e privado.


Principais logros e oportunidades:


  • Universalização do ensino fundamental;
  • Quase universalização da educação infantil;
  • Crescimento significativo do acesso ao ensino superior e ao ensino profissional


Principais desafios:


  • Universalização do ensino médio;
  • Má qualidade do ensino básico;
  • Insuficiente qualificação docente;
  • Financiamento do sistema;
  • Baixo uso de novas tecnologias de ensino.

Educação Superior (Parte 1)

Apresentação de dados relativos ao ensino superior brasileiro e às iniciativas envolvendo produção e disseminação do conhecimento.
Profº Dºr. Angelo Cortelazzo


https://www.youtube.com/watch?v=yhCMHhW-Xbc





Panorama do ensino superior:

Basicamente todo continente Europeu até o século XV:
  • Constantinopla (848 DC) e Karueen - Fez Marrocos (859 DC);
  • Bolonha - Itália (1088), Oxford - Inglaterra e Paris - França;

Na América latina:
  • Universidade Santo Domingo (1538) República Dominicana
  • Em seguida, a maioria dos demais países americanos.

No Brasil:

  • Escolas isoladas, praticamente apenas a partir de 1808;
  • Universidades: apenas em meados do século XX;

Parâmetros internacionais e definições importantes para a educação superior:




Abrangência do ensino superior no Brasil:


  • Taxa bruta: atual 29%, no Estado de São Paulo 36%.
  • Taxa líquida: atual 15% (18% se colocados os formados), no Estado de São Paulo, 20%.


Taxas de escolarização do ensino médio (15 a 17 anos):Brasil:



  • Taxa bruta: 85%
  • Taxa líquida: 50-55%
São Paulo:

  • taxa bruta: 100%
  • taxa líquida: 70-75%




Plano Nacional de Educação: lei 13.005/2014

Vigência: 10 anos (até 2024)

Apresenta 20 metas e propõe uma série de estratégias para sua consecução.

Metas 12 a 16: ligadas diretamente à educação superior, serve de base para os PEE e para políticas públicas voltadas para a educação Nacional.


Meta 12:
Elevar taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da pupilarão de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público.


Dados atuais:

Taxa bruta - Brasil 29% e São Paulo 36%

Taxa líquida- Brasil 15% e São Paulo 20%

Desafios:

Expansão com qualidade, mais especificamente garantida pelo estabelecimento de políticas públicas que norteiem, também, as ações para o setor privado.
aprovação dos Planos Estaduais de Educação, especificamente o do Estado de São Paulo, de modos garantir não apenas a expansão para valores pelo menos iguais aos estabelecimentos no PNE, mas também as ações e o necessário acompanhamento acadêmico e financeiro necessários.